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Escrito por Luiz Gonzaga dos Santos Filho   
Qua, 11 de Março de 2009 15:57
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O viciado é um "conservador", pois não quer correr o risco de se lançar à vida, tornando-se, desse modo, um comodista por medo do mundo que, segundo ele, o ameaça.

Estruturação da Família.
a família não é só chave para evitar o início, a experimentação das drogas, mas a chave para as soluções . Infelizmente acreditamos que a educação que oferecemos aos nossos filhos é mais do que suficiente para muni-los de uma segurança onde os mesmos serão capazes de administrar todos os conflitos, inseguranças , pressões e dificuldades que surgirão em suas vidas de uma maneira equilibrada, sensata e eficaz. Os pais deverão rever a vida conjugal identificando como anda a saúde da relação, se há comportamentos nocivos à estruturação de uma personalidade saudável estruturada em princípios e valores humanos éticos responsáveis e equilibrados.

Não queremos aqui endereçar culpa a família, queremos sim, despertar para a importância do seu papel e da prevenção como a melhor alternativa não só para as drogas mas para uma vida saudável e equilibrada. Pois somente um lar aberto, compreensivo ou desejoso de ser bem constituído é que terá condições de absorver uma mensagem dessa natureza.

Você falou dele, mas não falou com ele. Será que sabemos, verdadeiramente, onde e com quem estão nossos filhos? Conseguimos perceber nas entrelinhas das gírias por eles usadas o que pretendem? Muitas vezes desconhecemos. Nossos mecanismos de defesa, muito perspicazes e inteligentes por sinal, nos fazem sempre acreditar que nossas "crianças" não terão certos envolvimentos; que a educação que pudemos lhes ofertar será suficiente para escolhas sadias. A droga se aproveita da confiança cega dos pais para ir se instalando no quarto e, pior, na vida do adolescente.

Sinais
Precisamos atentar para as características comportamentais, pelos sinais individuais dos nossos filhos, evitando julgar que já o conhecemos suficientemente. Como os nossos filhos estão lidando com as angústias e frustrações, medos e inseguranças? Estão eles aptos a superarem adequadamente todos os conflitos que lhe batem á porta?

Uma nova leitura dos Vícios.
O vício aparece constantemente onde há uma inadaptação à vida familiar e social. Por incrível que pareça, o viciado é um "conservador", pois não quer correr o risco de se lançar à vida, tornando-se, desse modo, um comodista por medo do mundo que, segundo ele, o ameaça. Os vícios ou hábitos destrutivos são, em síntese, métodos defensivos que as pessoas assumiram nesta existência, ou mesmo os trazem de outras encarnações, como uma forma inadequada de promover segurança e proteção.

Precisamos revisar nossas concepções sobre os vícios. Não podemos entendê-los como uma problemática que abrange exclusivamente, delinqüentes e vadios. Em verdade, viciados são todos aqueles que se enfraquecem diante da vida e
se refugiaram na dependência de pessoas ou substâncias.

Pelas crenças tradicionalistas, são tachados de criminosos e vagabundos; para nós, no entanto, representam, acima de tudo, companheiros do caminho evolutivo, merecedores de atenção e entendimento. Por serem carentes e sofridos, entregaram sua força de vontade ao poder dos tóxicos, procurando esquecer de algo que talvez, nem mesmo saibam: "eles próprios", pois não agüentaram suportar seu mundo mental em desalinho.

O vício pode ser um "erro de cálculo" na procura de paz e serenidade, porque todos queremos ser felizes e ninguém , conscientemente, busca de propósito viver com desprazer, aflição e infelicidade.

Os dependentes são julgados por muitos como criaturas intencionalmente indolentes; por outros, de forma precipitada, como "parasitas sociais", desocupados, improdutivos e preguiçosos. Mas sem qualquer conotação ou justificativa de tirar-lhes a responsabilidade por seus feitos e decisões, não podemos nos esquecer de que o "peso do fardo" que carregam lhes dá tamanha lassidão energética que passam a viver em constante "embriaguez na alma", entre fluidos de abatimento, fadiga e tédio.

Não são deliberadamente, mas se utilizam, sem perceber, do desanimo que sentem como "estratégia psicológica" para fugirem à decisão de "arregaçar as mangas" e enfrentar a parte que lhes cabe realizar na vida. Adiam sistematicamente seus compromissos, vivem de uma maneira no presente e dizem que vão viver de outra no futuro.

Drogas e Baixa Estima
O sentimento de inferioridade ou de baixa estima associa as criaturas a uma resignação exagerada, a um autodesleixo ou descuido das coisas pessoais.

Aqui está um possível raciocínio de que se utilizam: "Sei que devo trabalhar para me realizar, mas, como desconfio de minha capacidade, temo não fazer direito" , ou mesmo, "O que gosto de fazer não será aprovado pelos outros; por isso digo a mim mesmo e aos outros que o farei no futuro. Agindo assim, não terei que admitir que não vou fazê-lo. Os toxicômanos são criaturas de caráter oscilante, não desenvolveram o senso de autonomia, vivem envolvidos numa aura fluídica de indecisão e imobilização por conseqüência da própria reação emocional em desajuste.

Protelam as coisas para um dia que, talvez, nunca chegará. Fixam-se ao consumo cada vez maior de produtos narcóticos, enquanto desenvolvem atitudes emocionais que os levam à subjugação a pessoas e situações.

Drogas e materialismo
A criatura materialista precisa crer que é superior, para compensar sua crença na insignificância da existência ou na falta de sentido em que vive.

A base de todo complexo de inferioridade inicia-se no materialismo, ou seja, na crença do nada. Quando cremos que tudo provém do acaso e que nada existe senão que os olhos físicos conseguem visualizar, iniciamos em nós o processo de inferioridade.Criamos a partir daí, um "estilo de vida" inconsciente, baseado em que "não somos nada" e, em nossas profundezas , consideramos ser o produto momentâneo do acaso, uma combinação fortuita da matéria .
Rejeitamos a Perfeita Ordem Divina. Ignoramos a essência sagrada que habita em nós e lutamos contra uma suposta má sorte,que nos fataliza a desgastar enorme quantidade de energia, por não reconhecermos as leis Naturais que regulam tudo e todos. Somos, portanto, nós mesmos quem criamos nossas experiências , podendo assim modificar ou não os padrões de nossa vida.

É essencial lembrar-nos de que sempre é possível alterar ou transformar nosso "estilo de vida". Para tanto não duvidemos de nossas aptidões e vocações naturais, nem questionemos sistematicamente, nossas forças interiores. Para obtermos autoconfiança, somente é preciso reivindicar, valorosamente, o que já existe em nós por direito divino.

O GAN traz neste texto um alerta aos pais e mesmo aos jovens para o conhecimento do submundo das drogas e a seguir fornecemos alguns contatos de livros e locais idôneos e habilitados a ajudá-los:

Livros: 123 respostas sobre drogas.
Dr. Içami Tiba
Editora Ágora

Saiba mais sobre maconha e jovens.
Dr. Içami Tiba
Ed. Ágora

Anjos Caídos.
Dr. Içami Tiba
Ed. Gente

As dores da alma.
Francisco do E.S.Neto
Ed. Boa Nova
 

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