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Principal Estudos semanais A vida sob o aspecto biológico
A vida sob o aspecto biológico PDF Imprimir E-mail
Sáb, 04 de Dezembro de 2010 17:12
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altO mundo científico ainda não possui na atualidade um consenso único que defina em que instante a vida humana se inicia. As teorias são várias como a concepcionista, a nidista, a cognotivista e a natalista. Nós, espíritas, aceitamos a teoria concepcionista que afirma que o início da vida ocorre na fecundação. A fecundação é a fusão dos gametas, células haplóides, restabelecendo o número diplóide de cromossomos e constituindo o ovo ou o zigoto.

Para que a fecundação ocorra é necessário, primeiramente, a gametogênese masculina e feminina. A espermatogênese dá-se em média no prazo de 75 dias. Os homens, jovens ou idosos, têm sempre espermatozóides (SPTZ) novos. A mulher, porém, já possui o número de ovócitos limitados ao nascer, cerca de 1 a 2 milhões. Ao atingir a puberdade possui apenas 300 mil dos quais 300 alcançam a plena maturidade e são ovulados.

Posteriormente, em uma relação sexual, há a inseminação do semem e a ascensão dos SPTZ pela vagina. Cerca de 300 milhões são depositados durante o coito perto do orifício externo do útero. Em consequência da ação letal da secreção vaginal ácida e da insuficiência dos mecanismos de transporte, menos de 200 espermatozóides conseguem chegar as trompas; eles percorrem o equivalente a 14 km. Os SPTZ parecem reter a capacidade de fertilização por 24 a 72 horas após a inseminação e o óvulo apenas por 12 a 24 horas.

A fecundação possui 5 tempos principais. O SPTZ atravessa a coroa radiada e penetra na zona pelúcida, embora diversos atravessem esta zona apenas um fertiliza o óvulo. A cabeça do SPTZ liga-se a superfície do óvulo formando um envoltório único. A célula feminina reage, impede a entrada de outros SPTZ e completa sua maturação formando o prónúcleo feminino. O SPTZ perde a cauda, aumenta sua cabeça e forma o pronúcleo masculino. Os pronúcleos se aproximam, perdem suas membranas nucleares e fusionam seus cromossomos.

Aproximadamente a metade dos zigotos que se formam nas mulheres se eliminam natural e espontaneamente antes que se produza o atraso menstrual. Nesses casos, a mulher não chega a perceber que teve um zigoto, um blastocisto ou um embrião em seu interior.

O desenvolvimento fetal se principia com a fecundação a partir da formação do ovo, célula que representa o novo ser. ! A medida que o ovo passa pela trompa sofre rápidas segmentações formando blatômeros. No 3o dia após a fertilização o ovo com 16 ou mais blastômeros é denominado de mórula e penetra na cavidade uterina. As células começam a invadir o epitélio do endométrio no 7o dia ficando superficialmente implantado no útero.

Na 2o semana a nidação se completa e ovo está totalmente mergulhado no endométrio. A 3o semana é um período de rápido desenvolvimento e coincide com a época da primeira menstruação frustrada. Ocorre a formação da notocórdia (futura coluna vertebral), do tubo neural, do celoma (formador do pericárdio, do peritôneo e da pleura), além da formação do primeiro órgão, o coração primitivo.

Entre a 4o e a 7o semanas os três folhetos germinativos se diferenciam nos vários tecidos e órgãos. No fim da 7o semana quase todos os principais sistemas do organismo estão formados. As 4 semanas aludidas constituem a fase crítica do desenvolvimento, onde surgem diversas malformações congênitas.

Em torno da 8o semana de gestação inicia-se o período fetal. O desenvolvimento fundamentalmente se volta para o crescimento e a maturação de tecidos e órgãos formados na fase embrionária. Os vários órgãos e tecidos não se desenvolvem com ritmo idêntico, nem alcançam, contemporaneamente,determinado grau de maturação. O feto a termo possui os aparelhos digestivos, respiratório, circulatório e urinário prontos para a vida extra-uterina, enquanto os tecidos nervosos e ósseos permanecem imaturos, e sua diferenciação prossegue por muito tempo após o nascimento.

Enquanto o feto se desenvolve o corpo materno também sofre transformações decorrentes, principalmente, de fatores hormonais e mecânicos.

A postura da mulher grávida se desarranja, precedendo mesmo a expansão de volume do útero. Quando o útero apoia-se na parede abdominal e as mamas pesam o tórax o centro da gravidade se desvia para frente. Para manter o equilíbrio a mulher empina o ventre e surge lordose da coluna lombar. Grupamentos musculares que normalmente não tem função nítida ou constante passam a atuar, estirando-se e contraindo-se. Sua fadiga responde pelas dores cervicais e lombares. A grávida então começa a marcha anserina com passos oscilantes e mais curtos.

A deposição de gordura ocorre, principalmente, durante a 1o metade da gestação e alcança o seu máximo com 30 semanas. Representa aproximadamente 4 kg em um ganho total de 13 kg. A resistência insulínica aumenta cerca de 40 a 50% devido a demanda permanente de glicose pelo feto.

O rendimento cardíaco sobe cerca de 30-50% devido ao aumento sanguíneo e da frequência cardíaca. A pressão arterial sofre uma queda devido o decréscimo da resistência vascular periférica. Em virtude do aumento mais pronunciado do volume plasmático em comparação a massa de células vermelhas, o hematócrito cai dois ou três pontos, e a concentração total de hemoglobina diminui progressivamente. Esse fenómeno determina a anemia fisiológica da gestação.

Cerca de 80% das mulheres grávidas têm dilatação significativas dos ureteres e pelves renais. O fluxo urinário fica retardado e causa maior predisposição a infecção urinária. A frequência urinária aumenta devido a compressão exercida pelo útero gravídico na bexiga.

Nas vias aéreas superiores ocorre vasodilatação, edema de mucosa, congestão nasal e aumento das secreções. A pressão de oxigênio aumenta e a de gás carbônico diminui. Isso estimula o centro respiratório o que causa a sensação de falta de ar na mulher.

O aumento de progesterona ocasiona esvaziamento gástrico mais lento, diminuição da motilidade intestinal e relaxamento do esfíncter esofágico fatores que contribuem para a queimação, constipação,hemorróidas e varizes. ! A assistência pré-natal é fundamental para que a mulher conheça e compreenda essas e outras mudanças em seu corpo. Além de assegurar o nascimento de uma criança saudável e o bem-estar materno.


* Texto referente ao estudo realizado no dia 11.09.10, redigido pela integrante do GAN e estudante de medicina Evellyn Alcanfor.

Última atualização em Sáb, 04 de Dezembro de 2010 17:29
 

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