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Principal Estudos semanais O que é arte?
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Qua, 20 de Abril de 2011 15:06
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Texto referente ao estudo realizado no dia 19/03/2011, produzido pela associada do Grupo Arte Nascente Anna Rita Ferreira Araújo*

alt Você já parou para pensar nessa questão? É bem possível que você já tenha se feito essa pergunta. Mas, a resposta, você já conseguiu definir? É possível que não, ou, pelo menos, ficou um pouco confuso(a). Afinal, o que é arte?

Arte no latim ars significa técnica ou habilidade. Geralmente pode-se entender como arte toda manifestação humana de ordem estética, entendendo por isso a necessidade de ordenar os objetos e ações dentro de um conceito de plasticidade (daquilo que nos parece belo, organizado e funcional, mesmo que para os olhos dos outros não o pareça).

Mas existem manifestações humanas que não estejam impregnadas da ordem estética?

O autor e historiador de arte E. Gombrich (1978) diz que “nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas”. Considerando essa afirmação, podemos refletir que não são os objetos, mas sim os sujeitos que devem ser compreendidos como produtores da arte e que todo o trabalho e ação pode vir a ser arte. Poderíamos ir mais além e pensar que, em sendo assim, todo mundo é um artista. E não estou sendo nada original aqui, já que esta afirmação já foi feita por Joseph Bueys importante artista alemão contemporâneo. Outro artista americano, Andy Warhol, foi ao extremo expondo em suas obras de arte, embalagens de sopas, caixas de sabão e outros objetos e imagens da sociedade de consumo americana.

Onde fica, diante desse desafio que a arte contemporânea nos coloca, a diferenciação entre “tudo e todos” e aquilo que comumente é chamado de arte, que são os produtos oriundos das ações humanas nas áreas das artes visuais, da música, da dança e do teatro?

Tal diferenciação é o que ocupa o centro das teorias e estudos da arte e da estética . Para tentarmos aproximar de uma definição, se é que é possível, vamos partir de algumas teorias essencialistas. Pois estamos buscando aquilo seria comum aos objetos artísticos e que poderiam nos apontar para uma possível diferenciação.

Algumas teorias essencialistas mais antigas diziam que uma obra é arte só se for uma imitação e produzida pelo homem. Desta definição derivaram as concepções mais clássicas que viam na obra de arte a sua qualidade e valor quando esta representava com precisão e habilidade as imagens do mundo.

Porém uma teoria como esta encontra muitos obstáculos, pois há várias obras de arte que não são imitação de nada, como por exemplo, as obras não figurativas.

Outra teoria essencialista, já do período romântico, mas até hoje ainda muito aceita, definia que uma obra só seria arte se exprimisse os sentimentos e as emoções do artista. Sendo assim uma obra é melhor e mais valorada quando consegue exprimir os sentimentos do artista que a criou.

Mas como ficam as obras que não nos causam esse tipo de sensação ou mesmo não transmitem a expressividade do artista, como no caso das obras altabstratas? Não seriam obras de arte?

As teorias formalistas, se opondo ao conceito de expressão, afirmaram o conceito de produção. Umberto Eco(1986) defende que a definição do objeto estético está na análise do processo interpretativo da forma e que cada obra de arte tem suas próprias regras compositivas, que a faz aberta às diferentes interpretações realizadas pelos expectadores. Analisando Pareyson, que formulou a teoria da formatividade, destaca de seu pensamento que “a vida humana é invenção e produção de formas, que exigem as descobertas de formas de produção próprias”. Para os formalistas, as obras possuem uma forma significante, que, tirando o foco do conteúdo da obra, buscam a definição naqueles que apreciam a arte. Compreendem que não é na obra que devemos procurar o que é ou não arte, mas sim naquilo que ela pode causar em nós, na emoção estética que temos ao fruí-la.

Nessas três linhas teóricas apresentadas, percebemos: num primeiro momento o foco da busca de definição da arte no objeto em si; num segundo momento temos este foco voltado para o artista, sendo este, aquele que é capaz de criar os objetos da arte; e num terceiro momento o foco está no apreciador da obra, ficando para este a palavra final sobre o que é e o que não é arte.

Compartilho com Argan (1994) adepto da teoria formalista, quando este nos diz que o conceito de arte não se define, pois ele sempre estará ligado a um tipo de valor. “Este está sempre ligado ao trabalho humano e às suas técnicas e indica o resultado de uma relação entre uma atividade mental e uma atividade operacional”.

Aqui cabem inúmeras obras da atividade humana que resultam dessa relação, mas o que define um objeto como objeto artístico é justamente a sua “forma” e a consciência de quem a recebe que a julga como tal. É a relação de significante e significado. Aquilo que para uma cultura pode ser considerado como objeto artístico, para outra não o é e vice-versa. É por isso que ao tratarmos de arte sempre a ligamos à cultura, pois é na cultura que a arte se manifesta como um objeto que reflete essa cultura e, ao mesmo tempo, é essa cultura que afirma e dá ao objeto o status de arte.
Quando se consegue estabelecer critérios de classificação e valor para a arte, é possível definir os objetos artísticos. Tal definição passa pela história, pela cultura e por nossa percepção subjetiva e objetiva.

Notas:

[1] Estética (do grego αισθητική ou aisthésis: percepção, sensação) é um ramo da filosofia que tem por objecto o estudo da natureza do belo e dos fundamentos da arte. Ela estuda o julgamento e a percepção do que é considerado belo, a produção das emoções pelos fenômenos estéticos, bem como as diferentes formas de arte e do trabalho artístico; a idéia de obra de arte e de criação; a relação entre matérias e formas nas artes. (http://pt.wikipedia.org)

Referências:
ARGAN, Guilio C. e FAGIOLO, M. Guia de História da Arte. 2ª ed. Lisboa: Editorial Estampa, 1994
ECO, Umberto. A definição da arte. Lisboa: Edições 70, 1986
FISCHER, Ernest. A Necessidade da Arte.  9 Ed. Rio de Janeiro: LCT, 2002.
GOMBRICH, E. H. A história da arte. 4ª ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1988.

*Anna Rita é mestre em Artes pela USP, professora da Faculdade de Educação da UFG, doutoranda em Ensino/Aprendizagem da Arte pela USP e estagiária do Grupo Arte Nascente desde 2009.

 

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